terça-feira, 25 de julho de 2017

Notas sobre a relação da filosofia e da ciência com o passado


A ciência pode ser vista a partir de uma perspectiva de evolução. Seu desenvolvimento se dá a partir do acúmulo de saberes a ponto de ser necessária apenas a pressuposição de alguns princípios para, assim, seguir com a pesquisa. Desse modo, a não ser por informação histórica, um cientista não precisa ler, por exemplo, as obras de Euclides, Copérnico e Newton para dar continuidade à sua pesquisa científica.

Mas, com a filosofia isso não é possível. O exercício do filosofar passa pela experiência daquele que filosofa, a ponto de ter que revisitar muitos de seus pressupostos antes de dar continuidade ao exercício filosófico. Essa atividade de lidar com a base da própria experiência de mundo nem sempre é fácil, tornando necessário o auxílio de bons mestres que, por sua vez, são profundos conhecedores desse caminho.

Assim sendo, o neófito das veredas da filosofia precisa revisitar – entre outros – aqueles que deram início ao que chamamos de filosofia, sobretudo seus grandes pilares: Platão e Aristóteles. São estes que ajudam o iniciante a compreender os primeiros passos da atividade filosófica. Em suma, enquanto para a ciência o passado é praticamente o ultrapassado, para a filosofia os pensadores do passado são tão ou, em alguns casos, até mais relevantes e pertinentes do que os da atualidade.


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sábado, 10 de junho de 2017

Reflexões aleatórias e fragmentadas #1



Considere que compreendeu a ideia de um autor quando for capaz de expor, com suas próprias palavras, o que foi assimilado.

A memorização foi (e creio que é) fundamental para o ensino ao longo dos milênios. Mas, isso não desconsidera a interpretação.

Se a gente não assimila o que memoriza, corre o risco de estabelecer diálogos vazios mesmo com uma imensa gama de conteúdos na memória.

sábado, 27 de maio de 2017

Heidegger, o ser e o Dasein



O filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976) foi um dos maiores pensadores do século XX. Embora as obras completas dele – ainda hoje com a publicação em andamento – já se aproximem de cem volumes e seu pensamento tenha se modificado pelo menos duas vezes, sua obra mais conhecida é Ser e tempo, publicada em 1927. Trata-se da obra que consolida a primeira fase de seu pensamento. Seu projeto era publicar Ser e tempo em dois volumes, com cada volume dividido em três partes. Porém, ele só escreveu as duas primeiras partes do primeiro volume. Devido à mudança de abordagem de algumas questões centrais em Ser e tempo, ele acabou abandonando o projeto. Mas isso não tira a importância dessa grande obra. Por isso, vamos compreender alguns aspectos centrais de sua obra. Contudo, deve ficar claro que as linhas a seguir não esgotam a riqueza do conteúdo abordado pelo filósofo alemão.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Opiniões de idiotas cultos e ignorantes




Embora os conhecimentos humanos sejam fragmentos da totalidade de sua existência, não significa que quem é versado em um conhecimento, possa dar opiniões sobre todo o resto com a mesma convicção. Algumas pessoas reivindicam a especialização em suas áreas devido ao tempo de formação necessário para tal construção de conhecimento para falar sobre seus temas, mas pensam que todos os assuntos que se encontram em “conversas de boteco” possam ser abordadas por todos da mesma maneira. Temas como política e religião são os que mais aparecem nesses pretensos conhecimentos de domínio público. Não se estuda esses fenômenos, porém fala-se como se todos soubessem exatamente o que é.

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